segunda-feira, 11 de julho de 2011
O BEIJO DO VAMPIRO
Por que algumas pessoas que nem sabemos o nome nos irritam? Pior ainda quando conseguem atiçar nosso instinto animal num ambiente em que, teoricamente, ninguém deveria estar estressado. E este lugar seria a academia.
Há uma pessoa que me destoa do bom senso a algum tempo. Esta pessoa é uma mulher, tem uns 57 anos e frequenta a academia todos os dias. Ela é loira, cabelos compridos e lisos. Dá para perceber que cuida da saúde, embora tenha sinais visíveis do envelhecimento.
Até aqui ok, certo? Sim. Acontece que ela se acha a dona do ambiente. Por exemplo: você está a exercitar-se num aparelho e, de repente, uma pessoa chega e ocupa o seu lugar, sem ao menos perguntar se você estava a usar e ainda faz cara de deboche. Mas hoje ela foi além, eu estava a me exercitar, com fone de música nos ouvidos e percebi ela se aproximar. Eu estava de cabeça baixa, a realizar o movimento do exercício e percebi através do campo visual que ela perguntara algo. Eu terminei o movimento, apertei o pause do aparelho de música e olhei em direção ao seu rosto. Ela perguntou quantas séries faltavam para eu terminar o exercício. Faltava uma, mas eu disse que faltavam três. Em seguida ela comentou algo com um personal que estava ao seu lado, resmungou e saiu.
Eu sai correndo atrás dela, puxei o cabelo loiro, derrubei-a no chão e pisotiei a cara dela.
Mentira. Mas deu vontade.
Realmente, envelhecer pode não nos tornar mais inteligentes. O que vai contra a pesquisa que saiu semana passada, a qual afirma que os idosos são mais inteligentes que os jovens, pois o cérebro evolui no aspecto sabedoria conforme os anos passam. Bom, para a maioria pelo menos.
Esta mulher é uma pessoa difícil. Do tipo que nunca sorri. Inconveniente. E que chega nos locais a mastigar um chiclete e balançando os cabelos. Mas eu só lamento.
É impressionante como algumas pessoas se tornam atraentes a partir do momento que proferem idéias. No entanto, algumas são atraentes porque são mudas. Tornam-se enigmáticas, interessantes. Porém ao dizerem algo deixam de ser interessantes e a magia se quebra.
Mas isto é uma outra idéia de um outro post.
Olho para a janela da sala de minha casa a qual dá para a rua. Esta época do ano as árvores recebem a visita de um animalzinho atípico. Morcegos. Isso mesmo. Um bando de morcegos. E eles não param quietos nas árvores. Voam o tempo todo entre uma árvore e outra.
Bom... entre morcegos, vampiros e loiras sanguessugas eu fico hoje com as anemias.
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