quarta-feira, 31 de agosto de 2011
MONTANHA RUSSA
Quando a invenção social passa a ser exclusivamente deletéria?
Estava eu a retornar para casa após uma corrida e observei duas garotas a sair de um carro em frente um restaurante japonês. E o assunto entre elas era sobre uma terceira menina. E criticavam esta pessoa. Destoavam sobre ela com muita hostilidade. Evidente que não sei qual a origem de tantas críticas em tão pouco tempo. Mas isso não importa. Não discuto isso. Não discuto a expressão. Apoio o livre arbítrio. Mas levanto bandeira também para a justiça, afinal não há como controlar as maledicências.
Quando intervir após um mau agouro social?
Muitas vezes a crítica falada é moldada com fantasia, ou seja, criam-se fatos que não houveram; propagam-se frases que não foram proferidas e, no entanto, geram-se consequências desastrosas. É um autoaprisionamento imbutido por outrem.
Quando intervir? Por que desfazer um nó sustentado pela reflexão de alguém? Por que tanta precariedade?
Acredito que a melhor forma de agir é pensar que todos nós vivemos num parque de diversões. Uma postura infantilizada é concisa e coerente com este parque social. Porém a conduta transgressora e indefectível é ver, ouvir e guardar para dentro de si algo que ninguém pode arrombar: "Eu sei que você mente. Eu sei que isso não condiz".
E deste modo enfeitamos este espetáculo com uma luta sem luta.
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