quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O FIM É APENAS O COMEÇO ?


Hoje soube do falecimento de um conhecido. Não éramos amigos, apenas conhecidos. Tínhamos amigos em comum. Chegamos até, uma vez, estar na mesma turma de amigos em uma festa. No mais, nos encontrávamos na academia esporadicamente.


Pelo que soube a morte se deu por um choque anafilático após a administração de um medicamento. Não sei se preciso conhecer os detalhes dessa história. Isto pouco importa.


Ao longo dos segundos estou a pensar sobre a morte. É MUITO clichê, mas é inevitável. Deveríamos aproveitar mais a vida? Deveríamos entrar em contato com amigos distantes? Deveríamos reencontrar mais as pessoas? Deveríamos comer mais chocolate? Deveríamos lamentar menos sobre as cousas? Deveríamos sorrir mais? Deveríamos nos irritar menos?


Ao mesmo tempo ouço a palavra OTIMISMO. Por que não comer chocolate pois não queremos engordar? Por que não aceitar que amigos partem e outros chegam? Por que não aceitar que amizades podem ter um fim? Por que não criticar a vida? Por que não expressar irritabilidade? 

Talvez o pseudo sábio diria: "Pode-se tudo com comedimento"



Mas essa afirmação me incomoda. 




O fato é que poucos aceitam a morte. Quanto mais próximos melhor a aceitamos? Enquanto mais jovens não nos importamos com ela? Por que pensar na morte se estamos vivos? Pensamos no almoço de amanhã, na viagem do fim de semana mas por que não pensar na morte?


Penso eu que deveríamos refletir sobre a morte desde que o pensamento se converta em mais vida, no sentido de sentir-se mais vivo.


Estou um tanto abalado ainda com a tal notícia. MAS já é uma largada pensar sobre a morte. Nada concluí.


Lembra da estante imaginária com pessoas em miniatura? Hoje metade da minha estante está em luto. 

A outra metade luta.









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