domingo, 29 de maio de 2011

SÉTIMA TEMPORADA


Tirei o fim de semana, ou melhor, parte dele para fazer um "nada". O nada foi ir ao cinema assistir "Se beber não case, parte 2"; ver na tv um programa intitulado "Chegadas e Partidas"; rever uns episódios da quarta temporada de "Sex and the city" e assistir uns vídeos no youtube. Serão quatro clichês neste post.


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Sábado foi dia de ir ao cinema. Dia chuvoso e frio. A crítica já havia me avisado. Era um filme com piadas garantidas, porém escatológicas. Pensei eu: é um filme com quatro protagonistas masculinos, quatro meninões quarentões, ou seja, esperam-se piadas não higienizadas. E lá fui eu... O filme não é a segunda parte como se fosse uma sequencia. O filme é uma cópia do anterior. E é ruim. Ruim por não inovar. Poderia, mas optou pela fraqueza e pelo lucro garantido... Deveria ter assistido ao filme dirigido por Jodie Foster? Talvez, mas a imagem atual vinculada à Mel Gibson me desestimulou. Poderia ter inovado? Poderia, mas optei pela fraqueza do riso garantido.


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"Chegadas e Partidas" se passa no aeroporto de Guarulhos. É a espera da partida e da chegada de pessoas pelos seus familiares, amigos e/ou namorados. É a forma melhor demonstrada do que significa ser da raça humana. É como a espera do filho gerado por uma mãe na sala de parto. E por que é assim? Por que os sentimentos afloram à pele em pleno aeroporto ao redor de tantos desconhecidos? Claro que todo o cenário corrobora para ativar os sentimentos mais incompreensíveis. A espera longa, o ambiente arquitetônico de um aeroporto...e, claro que o sabor da espera e do sentimento embutido na chegada é diretamente proporcional ao medidor temporal. Quanto mais tempo ausente, mais adentramos ao fundo do poço sentimental. Entre chegadas ou partidas eu prefiro mesmo a chegada. Significa que o avião pousou. Significa "to be continued".

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Rever Sex and the city teve um intuito lógico: New York. Tão bem representada. E de brinde, claro, você ganha Sarah Jessica. Dizem que ela é exatamente na vida real o que foi Carrie, a personagem. 

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O quarto e último clichê foi ver no youtube a mais nova eleita poderosa do show business dizer aos prantos no backstage do Madison Square Garden, que se sente uma "looser", como nos velhos tempos do colegial. Bom, somente entende esse comentário àquele que não fez parte da turminha popular do colégio e era deixado de lado por aparentar ser "freak". Saber usufruir disso e se tornar alguém, independente da profissão que for, é merecedor de uma admiração sutil.


Enfim, se não beber não vá assistir "se beber não case". Se estiver à espera de alguém saiba que após o platô sentimental os relacionamentos voltam a sua normalidade, em que os conflitos fazem parte. Se estiver em New York, ofereço-me minha inveja. E sobre ser um looser? Sobre ser um looser eu posto:


"A realidade é dura, mas é ai que se cura. O fim da esperança para os que ainda a tinham. O fim da fantasia para os que já não a queriam. O outro é o outro. É o fim de um mundo. O susto. A dor. O salto: você é você. É o começo do mundo (Nelson Rufino).







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