Este post é sobre cabelos...Sim, sobre cabelos. Uma (in)utilidade pública. "Você gosta do seu cabelo??" Foi esta a pergunta que uma amiga fez a outra enquanto caminhavam pelo Shopping Center. A outra respondeu: NÃO!!!!, assim mesmo, bem categórica.
Estive a pensar em algo que nunca parei tanto tempo. Pensar sobre o meu cabelo.
Quando pequeno meu cabelo era do tipo indígena. Liso, liso e liso e com franjinha. Era como se tivessem colocado uma cuica sob minha cabeça e cortado o meu cabelo.
Entrei na adolescência e passei grande parte dela de boné. Era um festival de bonés. E por quê? Oras, para esconder aquilo que me incomodava. E o meu cabelo me incomodava. E os bonés chegavam até a desbotar pelo uso em excesso. Mas faziam parte de mim. Virou uma espécie de orgão. Um orgão externo. Feito uma gônada. Feito um testículo.
Depois adentrei na fase-gel. Era um cabelo liso com muito gel, afinal até hoje não sei economizar nos produtos. Não que eu use gel hoje em dia. Há muito tempo não o uso mais. Eu abomino gel. Eu tenho pavor de gel. Pois foi com este que andei pelas ruas e salas de aula como se um cão tivesse lambido minha cabeça. Era um cabelo lambido. Um cabelo duro de tanto gel. E gel quando seca e você passa a mão no cabelo passa a ter aspecto de caspa. Gel de péssima qualidade claro, mas era o que eu tinha na época.
Além disso havia a má alimentação o que contribuia para a má qualidade do cabelo. Falta de zinco, talvez?? Aliás, aqui também é um post para salão de cabelereiros. Você sabia que grão de bico é um dos alimentos que mais contém zinco. E zinco é para quem quer deixar os fios de cabelo fortes. Sim, uma viadagem só...
As condições foram a melhorar. E surgiram os sprays. Mas com um detalhe. Um spray oleoso num cabelo muito oleoso. Imaginem a cena: cabelos lisos, bem cortados, mas com aspecto bem oleoso. Eu certamente não tinha um amigo nessa época para me dar um toque, não é??
E um dia um duende apareceu e me presenteou com um pote muito bonito: era um pomada. E pomada boa é pomada cara. E são muitas. Uma revolução cosmética. E pomadas para cabelo masculino. Como se cabelo masculino fosse de um jeito e feminino de outro. Ora, são cabelos. São pêlos.
Um bom corte de cabelo, uma boa pomada. Comedimento para passar a talzinha no cabelo. E pronto. Tornei o quase impossível em possível.
E desde então não há mais cabelo oleoso, gel, cabelo lambido e bonés.
E a pergunta que eu ouvi na conversa das duas amigas eu faço a mim mesmo. E a resposta eu prefiro dizer de uma maneira diferente. Assim como na música: Eu quero ser livre tanto quanto o meu cabelo, não importa o quanto esquisito eu possa ser...
E o melhor jeito é se auto-sarrear independente do cabelo que tiver. E assim, o sucesso está quase garantido. Quase...afinal, is just a hair.






Isso pra você ver como são as coisas: eu já tive uma inveja (branca) gigantesca do seu cabelo.
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